Trigonometria e pré-cálculo · Equação paramétrica

Equação paramétrica

Uma equação paramétrica dá x e y como funções de um parâmetro t, de modo que um ponto em movimento desenha uma curva: indica onde está o ponto em cada instante, não apenas que pontos pertencem à curva.

As equações paramétricas nesta visualização

Uma equação paramétrica dá as duas coordenadas como funções de um só parâmetro, x=f(t), y=g(t)x = f(t),\ y = g(t), com t num determinado intervalo. O parâmetro pode ser um ângulo ou um comprimento, mas aqui t funciona como um relógio: em cada instante, o lápis está em (f(t),g(t))(f(t), g(t)) e a curva é o rasto que deixa. Vista assim, uma parametrização não diz apenas que pontos pertencem à curva. Também diz quando o lápis chega a cada um deles.

Velocidade e rapidez
v(t)=(x′(t), y′(t)),∣v∣=x′(t)2+y′(t)2\mathbf v(t) = \bigl(x'(t),\ y'(t)\bigr), \qquad |\mathbf v| = \sqrt{x'(t)^2 + y'(t)^2}

A curva e os dois gráficos partilham a mesma unidade de comprimento. O gráfico de y(t), à direita da curva, usa o seu eixo y, com t a aumentar para a direita. O gráfico de x(t), por baixo, usa o eixo x da curva, com t a aumentar para baixo: mostra x em função de t, não de y. Partindo do lápis para a direita e para baixo, chegamos ao mesmo instante nos dois gráficos, nas linhas vermelhas do tempo. Os declives aí, x′(t)x'(t) e y′(t)y'(t), são as duas componentes da velocidade. Os eixos t estão ajustados ao espaço disponível, pelo que a inclinação aparente de um gráfico não corresponde ao valor real do seu declive.

Uma curva admite muitas parametrizações, e o relógio permite distingui-las. Na circunferência unitária, (cos⁡t,sin⁡t)(\cos t, \sin t) dá uma volta, (cos⁡2t,sin⁡2t)(\cos 2t, \sin 2t) é duas vezes mais rápido e (cos⁡t,−sin⁡t)(\cos t, -\sin t) segue no sentido contrário. O lápis racional (1−t21+t2,2t1+t2)\bigl(\tfrac{1 - t^2}{1 + t^2}, \tfrac{2t}{1 + t^2}\bigr) mantém-se na circunferência, mas nunca chega a (−1, 0); quanto mais se aproxima desse ponto, mais devagar se move. Em y=x2y = x^2, (t3,t6)(t^3, t^6) para por um instante no vértice e (sin⁡t,sin⁡2t)(\sin t, \sin^2 t) vai e vem. Eliminar t deixa apenas uma relação entre x e y: a trajetória indicada no mostrador. Perde-se a informação sobre quando o lápis está em cada lugar, em que sentido avança, com que rapidez e quantas vezes passa. A curva em oito, por exemplo, passa duas vezes pela origem, numa direção diferente de cada vez.

Reproduzir faz t avançar uma unidade por segundo e deixa uma marca vermelha a intervalos de tempo iguais. As marcas ficam afastadas onde o lápis é rápido e juntas onde é lento. Na elipse (2cos⁡t,sin⁡t)(2\cos t, \sin t), o lápis é mais rápido nos extremos do eixo menor. A mesma elipse também pode ser desenhada por comprimento de arco, com rapidez 1. Reproduza o primeiro lápis e depois escolha o de comprimento de arco: os mesmos instantes são redesenhados, agora igualmente espaçados ao longo da curva.

Uma cicloide é traçada por um ponto na borda de uma roda de raio 1 que rola sem deslizar ao longo de uma reta. Depois de rodar um ângulo t, a roda avançou t, pelo que x=t−sin⁡t, y=1−cos⁡tx = t - \sin t,\ y = 1 - \cos t. Em cada instante, gira em torno do ponto onde toca no chão. Assim, o lápis move-se perpendicularmente ao segmento que liga esse ponto ao lápis, com rapidez igual ao comprimento do segmento, 2∣sin⁡(t/2)∣2\lvert\sin(t/2)\rvert. Quando o lápis toca no chão, esse comprimento é 0, o lápis para e a curva tem uma cúspide. Uma velocidade nula não basta para produzir uma cúspide: (sin⁡t,sin⁡2t)(\sin t, \sin^2 t) para e inverte o sentido em (1, 1), e (t3,t6)(t^3, t^6) para por um instante no vértice, mas y=x2y = x^2 é suave em ambos os pontos.

Controlos

  • Arraste o lápis ao longo da curva ou a linha vermelha do tempo em qualquer dos gráficos. Introduza t como π/2, 1/2 ou um número decimal. Outras parametrizações faz os outros lápis da curva seguirem o mesmo relógio.

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