Cálculo multivariável · Produto vetorial

Produto vetorial

O produto vetorial a × b de dois vetores no espaço é um vetor perpendicular a ambos, cujo comprimento é a área do paralelogramo que geram. As suas três componentes são as áreas com sinal das sombras desse paralelogramo nos três planos de coordenadas.

O produto vetorial nesta visualização

O produto vetorial de dois vetores a e b no espaço é um vetor, a × b. O seu comprimento é a área do paralelogramo que geram, que para vetores não nulos é ∣a∣ ∣b∣sin⁡θ|a|\,|b|\sin\theta, onde θ é o ângulo entre eles. Quando essa área não é 0, a × b é perpendicular a ambos e aponta no sentido do polegar direito quando os dedos se curvam de a para b. Aqui pode rodar a e b numa divisão e ver as sombras do paralelogramo nas superfícies, que correspondem às três componentes de a × b.

O produto vetorial em coordenadas e o seu comprimento
a×b=(a2b3−a3b2,  a3b1−a1b3,  a1b2−a2b1),∣a×b∣=∣a∣ ∣b∣sin⁡θa \times b = (a_2 b_3 - a_3 b_2,\; a_3 b_1 - a_1 b_3,\; a_1 b_2 - a_2 b_1), \qquad |a \times b| = |a|\,|b|\sin\theta

Projete o paralelogramo verticalmente no chão. A sua sombra é o paralelogramo gerado por (a1,a2)(a_1, a_2) e (b1,b2)(b_1, b_2), e a sua área com sinal é o determinante 2 × 2 a1b2−a2b1a_1 b_2 - a_2 b_1, a terceira componente. O sinal é + quando a rotação da sombra de a para a sombra de b é no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio vista de cima. As duas paredes funcionam da mesma forma, cada uma vista do lado para onde aponta o seu eixo: a sombra na parede yz dá a primeira componente e a sombra na parede zx, a segunda. Uma sombra com área negativa roda no sentido dos ponteiros do relógio e aparece hachurada.

Por que razão as sombras formam um vetor perpendicular ao paralelogramo? Considere um paralelogramo de área não nula. Chame A à sua área e n ao vetor unitário perpendicular a ele, no sentido escolhido pela regra da mão direita. Visto de uma superfície com normal unitária m, o paralelogramo é comprimido numa só direção, pelo fator ∣n⋅m∣|n\cdot m|. Por isso, a sua sombra nessa superfície tem área com sinal A (n⋅m)A\,(n\cdot m). Sombra numa superfície mostra esta vista com os números atuais. As normais às três superfícies são os três eixos, pelo que as três sombras, em conjunto, dão

As áreas com sinal das três sombras, reunidas num vetor
(A n1,  A n2,  A n3)=A n=a×b(A\,n_1,\; A\,n_2,\; A\,n_3) = A\,n = a \times b

Este é um vetor na direção de n, com comprimento A. A fórmula em coordenadas e a descrição geométrica exprimem a mesma coisa.

Trocar a ordem percorre cada sombra no sentido contrário, pelo que b × a = −(a × b): o produto vetorial não é comutativo. Quando a e b são paralelos, ou um deles é nulo, o paralelogramo reduz-se a um segmento ou a um ponto, todas as sombras têm área 0 e a × b = 0. Quando a área não é 0, De frente olha na direção de a × b, mostrando a verdadeira forma do paralelogramo; De lado olha ao longo do plano do paralelogramo, que se torna uma linha perpendicular a a × b.

A mão direita é uma convenção que corresponde aos eixos orientados pela regra da mão direita da divisão: a rotação de x para y é no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio vista de +z.

Aspetos a observar

  • Trocar a ordem deixa o paralelogramo e as suas sombras no mesmo lugar. Só mudam os sentidos de rotação, as hachuras e a seta.
  • As sombras pertencem às superfícies, não à câmara. Vista por trás de uma superfície, uma sombra que gira no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio parece girar no sentido dos ponteiros no ecrã, mas o seu sinal lê-se do lado para onde aponta o eixo dessa superfície.

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